12 maio 2010

Começar pelo principio



No blog "Ardeu a Padaria" vi um vídeo do Jaques Pépin a explicar como se desossa um frango! é inacreditável...

Retirei este vídeo dele também. Achei piada porque ainda ainda ontem falava nisto com uns colegas. Saber dominar o aparentemente fácil. As receitas "fáceis". Quem quer cozinhar, tem que saber fazer, bem, o básico. Como em tudo. Senão, mais tarde ou mais cedo, nota-se.

Divirtam-se!

Salada de alfaces, chouriço da Gralheira, feta, mel e uvas


Fui a casa à hora do almoço para fazer um prato de cous-cous com lentilhas e coisas mais e acabei por fazer uma sopa e uma salada verde com outras coisas!


Para um clima instável, nem frio nem calor, nem fresco nem abafado, uma salada instável também, nos sabores. Não se sabe bem se a próxima garfada vai ser doce ou salgada, uma aventura! cuidado com o sal... o chouriço é dose...

Ingredientes
Alfaces (verde, roxa, agrião, o que quiserem)
1 chouriço da Gralheira (Cinfães), assado no forno com um ramo de tomilho
queijo feta esfarelado, q.b.
uvas (brancas ou escuras, ou as duas)
Sementes de abóbora
Vinagre balsâmico
Sal e Pimenta q.b.
Azeite
orégãos

Preparação
1. Assa-se o chouriço no forno até estar a borbulhar, e corta-se em pequenos cubos. Cortam-se as uvas em metades. Esfarela-se o queijo feta.

2. Numa saladeira deitam-se as alfaces. Por cima, o chouriço, o feta e as uvas.

3. Faz-se um vinagrete de mel. Um pouco de mel, um pouco de vinagre, azeite, sal, pimenta, orégãos, mistura-se bem e rega-se a salada. Não vale a pena por mais sal ou outros condimentos na salada. Entre o chouriço, o feta e o molho chega e sobra!

4. Polvilha-se com as sementes de abóbora.

Si mangia fredda, come la vendetta!!

11 maio 2010

La Hora Española - Que Viva España!


Ontem fui ver um espectáculo no âmbito do Festival Internacional de Marionetas, que decorre actualmente no Museu da Marioneta, na Rua da Esperança, em Lisboa.

Quando cheguei, reparei que ainda tinha à volta de quarenta minutos antes de começar o espectáculo. Como era quase hora de jantar, resolvi dar uma volta pelo bairro (da Madragoa) e dei de caras com um lugar simpático, de que já tinha ouvido falar, mas ao qual provavelmente nunca me lembraria de ir de propósito, sobretudo sozinho. Um lugar de tapas chamado "La hora Española".

O espaço é grande, respirado, com tectos altos, em arco, aproveitando uma cave, ao nível da rua, de um prédio na Rua Marquês de Abrantes, típico destes prédios antigos de Lisboa. Um pé direito gigante, com posters e fotos de flamenco e de España por todo o lado. Musica: Flamenco, el Camarón de la Isla, sempre igual a si próprio (whatever that means).

O rapaz que estava a atender era Espanhol. Começamos logo bem. Eu sou mitad espanhole e por isso acabo por me sentir em casa, não tanto pela comida, mas pela língua e forma de estar, E sinto-me bem. Comecei a falar português. Mas rapidamente cedi ao meu hermano.

Tinha alguma fome. O problema é que estes lugares de tapas não são apropriados para uma pessoa só porque, por muito que se queira, não se consegue tirar partido do tipo de pratos que nos servem. Um lugar de tapas é ideal para ir com um mínimo de 4 ou 5 pessoas, pedir uma quantidade anormal de pratos diferentes e partilhar tudo. Não foi o que aconteceu. Ia sozinho e por isso não tive esse prazer(adicional).

E digo isto porque aquilo que comi estava "muie buenio". Uma tortilha com presunto, uma tapa de queijo manchego curado, maravilhoso, e uma outra tapa de salsichão e queijo, igualmente maravilhosa.

A minha estadia foi em corrida, com muita pena, mas as marionetas esperavam.

Valeu, principalmente, porque me abriu a porta para lá ir de propósito, o que farei com certeza, desta vez preparado e acompanhado de um "possy" para derrumbar todas as alternativas possíveis d'etapas.

Enhorabuena y hasta pronto!

Calçada Marquês de Abrantes, 58/60 – Santos
Informações e reservas Tel. 963150482

Lombo de porco com rosmaninho e laranja, mel e amendoa laminada


Passando de um para outro prato fácil. Aqui fica uma boa sugestão para quando se tem alguém para almoçar ou jantar. A grande vantagem é que se pode fazer companhia às visitas enquanto o dito assa no forno.... e não tem nada que saber.

Ingredientes:
1 lombo de porco (mais ou menos 1 kg, depende do número de pessoas)
Um molho de ramos de rosmaninho
3 alhos picados
1 lima espremida
1 e 1/2 colher de sopa de massa de pimentão
Sal e pimenta preta
1 folha de louro
vinho branco q.b.
mel q.b.
laranja cortada em pequenos cubos
amêndoa laminada q.b.
batatas para assar

Preparação
1. Num almofariz esmaga-se o alho, a massa de pimentão, o rosmaninho, o sumo de lima, sal, pimenta preta e a folha de louro. Faz se uma pasta bem homogénea e barra-se o lombo todo à volta. Coloca-se num pirex. Rega-se com o vinho branco e leva-se para o frigorífico tapado com papel de alumínio para repousar umas boas horas (umas 5 ou 6 será o ideal, ou melhor ainda, da noite para o dia seguinte).

2. Antes de colocar o lombo no forno, ferve-se água e sal, e deixa-se entalar as batatas 5 minutos, para amolecerem um bocado. Deitam-se as batatas no pirex à volta dom lombo, com um corte ao meio, adiciona-se mais um bocado de sal grosso, virando o lombo para apanhar todo o "sumo" depositado no fundo, e deita-se um fio de azeite por cima das batatas e da carne.

3.Leva-se o pirex, com o papel de alumínio a tapar, ao forno pré-aquecido a uns 160 graus, por volta de 50 minutos. Convém irem vendo, para ajustarem a temperatura. Se for forte demais, queima por fora e não cozinha por dentro. Se for lento demais, seca... Ninguém disse que era fácil(o que vale é que ninguém se lembram do que disse acima..)

4. Passado uma meia hora/quarenta minutos, ou quando virem que a carne já está bem encaminhada, tiram do forno e barram de ambos os lados com mel. Dão uma volta nas batatas e regam com o molho acumulado. Volta tudo lá para dentro, já sem o alumínio, até ficar bem tostado e com o mel a brilhar.

5. Uns 10 ou 15 minutos antes de sair, abrem de novo o forno e polvilham o lombo de ambos os lados com a amêndoa laminada e deitam a laranja por cima. Deixam no forno até a amendoa começar a dourar.

Podem servir apenas com as batatas e laranja, ou podem ainda fazer uma couve ou espinafres salteados em azeite e alho, para acompanhar! Couscus também é uma boa alternativa.... Eu coloquei umas simples ervilhas com uma noz de manteiga e azeite, para além das batatas.

O meu ficou com pouco sal, mas felizmente não se vê na fotografia!

10 maio 2010

My own private Sunday evening Burger

Quando nada, ou quase nada, há no frigorífico ao Domingo. Quando chove e não apetece sair, quando também os residuais ovos mexidos, estrelados com o sem chouriço, farinheira, tomate, espargos, parmesão, cogumelos ou alho francês, já não apetecem e quando, por algum acaso, sobra carne picada no congelador, nada está perdido.

Há uma saída.

"El burga" fácil, rápido e ultra saboroso pode estar à espreita, e pode tomar a forma que descrevo de seguida. A liberdade é total, por isso é sempre possível adaptar, mooldar, recriar ou alterar o que se quiser, consoante o gosto e disponibilidades da despensa.

Mais uma vez, faltou a foto... como diria uma música antiga daquele gajo que foi da MTV: "I'm an asshole...iôoo, iooooo, ioiooooooooooooooo"

Ingredientes
Pão de hamburguer
Carne picada e formato hamburguer
cebola cortada às rodelas
alcaparras
mostarda de Dijon (com pimentas)
alface/rúcola
tomate cortado em rodelas muito finas
uma fatia fina de qualquer queijo de que se goste (Mozzarella em barra por ex)
sal e pimenta q.b.
azeite

Preparação
1. Caso a carne venha já preparada, nada há a fazer. Caso contrário, pode-se temperar a carne picada come si vuole (estes ingredientes não estão mencionados acima porque são eventuais e opcionais) com sal grosso, pimenta, alcaparras, um pouco de cominhos, pão ralado, cebola, e por aí fora..). Feita a temperação, molda-se a carne em forma de hamburguer;

2. Numa frigideira bem aquecida deixa-se alourar a cebola às rodelas em azeite até estar bem cozinhada. Nessa altura deita-se para lá o hamburguer e deixa-se cozinhar de um lado e de outro, "agosto". O meu é mal passado. O que se pretende é que quando o hamburguer estiver cozinhado a cebola esteja levemente bronzeada, mas não queimada...

3. Abre-se o pão do hamburguer ao meio e coloca-se uma camada de verde. Alface, rúcola, cicória, agrião, you name it. Na outra metade do pão barra-se a mostarda. Por cima das alfaces vai vai o hambrguer, cobrindo-se de imediato com a fatia de queijo para que esta derreta por cima da carne. Aqui junta-se a cebola e as alcaparras, preparando a cama(como se costuma dizer, expressão que odeio...) para uma ou duas finas rodelas de tomate.

4. Fecha-se o hamburguer com a metade do pão barrado com a mostarda, pressiona-se um pouco para evitar que, quando se lhe pegue, a torre de babel desmorone, et voilá!

Acompanha-se com uma coca-cola fresca com gelo e lima, e umas batatinhas fritas!

Prometo fotos...

07 maio 2010

SOS Erasmus



I miei colleghi del Instituto Italiano di Lisbona mi hanno chiesto d'iniziare un capitolo speciale sul mio blog, chiamato "SOS Erasmus".

In questo capittolo, che inizio a Settembre, cercaró di fare delle ricette (italiane) semplice e anche "low cost" per tutti voi giovani che fanno l'Erasmus.

Nei mesi proximi penseró, e faró una lista di tutte le ricette che mi sembrano adeguate a questa situazione. Non vorrei mai che i miei colleghi avrano fame a l'estero...

Se qualcuno di voi a alcuna idea, per favore, fatemi sapere!

Saluti e ci vediamo dopo l'Estate!

Doc

04 maio 2010

Salada de bacalhau com feijão verde e ervilhas em hortelã, pinhões torrados e cebola caramelizada

Caramba, recomeço logo com uma receita que tem nome que nunca mais acaba!! Parece o título de uma música dos Meat Loaf!!

Enfim, fui pensando nela durante uns dias, trocando uns ingredientes por outros, e amadurecendo a ideia na minha cabeça. A única coisa que faltou no final foi a bateria na máquina fotográfica que, no momento "H", morreu-nos nas mãos... Mas fica a memória! E que bela memória!

Uma das coisas que gosto neste tipo de saladas é que se podem comer quentes, quando acabadas de fazer, mas sabem bem também frias, se sobrar para o dia seguinte. E é como se fossem dois pratos diferentes.

Aqui vai disto:

Ingredientes (para 4)
400 g de bacalhau às lascas ou desfiado;
500 gramas de feijão verde, lavado e cortado;
1 cebola grande ou 3 chalotas, picadas
1 alho picado
150 g de ervilhas
3 ou 4 folhas de hortelã
1 molho de pinhões q.b.
Azeite
sal e pimenta q.b.
salsa q.b.
1 chalota extra cortada às rodelas para caramelizar
açúcar q.b.
vinagre balsâmico/sumo de lima q.b.

Preparação
1. Demolha-se o bacalhau e desfia-se um bocado para não ficarem bocados muito grandes. Lava-se o feijão verde,retira-se o fio lateral e corta-se em pedaços.

2. Numa panela bem aquecida refoga-se a cebola/3 chalotas picadas e deixa-se alourar. Junta-se o alho e a salsa. Passados uns poucos minutos junta-se o bacalhau e deixa-se cozinhar até ganhar uma boa cor, mas sem deixar secar. Pode-se juntar aqui um bocado de pimenta branca, embora seja opcional;

3. Enquanto se cozinha o bacalhau, ferve-se água noutra panela com as folhas de hortelã e sal. Quando a água estiver fervida, e com a infusão de hortelã bem cheirosa, junta-se o feijão verde e as ervilhas e deixa-se cozer uns minutos. Eu gosto dos legumes cozidos mas rijos. É uma questão de gosto e de irem provando para ver se estão no ponto. Nessa altura, retira-se da água e reserva-se;

4. Numa saladeira, deita-se uma camada de feijão verde e ervilhas, por cima o bacalhau, e outra camada de feijão verde e ervilhas. Mistura-se bem;

5. Numa frigideira bem aquecida, deixa-se aquecer um pouco de azeite, junta-se a outra chalota adicional e açúcar, deixando caramelizar. Enquanto isso, torram-se os pinhões rapidamente no forno (é um instante, cuidado não deixem queimar...);

6. Deita-se uma porção de salada em cada prato, junta-se um fio de azeite extra virgem por cima, uma gotas de vinagre balsâmico ou lima, e a cebola caramelizada em pouca quantidade, para dar um toque doce ao paladar. Atiram-se os pinhões por cima.

7. Come-se com guesto!