27 abril 2010

Restaurante Fenicios - O Libano em Lisboa


Sim, Líbano is in town. Finalmente.

Já várias vezes tive esta conversa. Não há restaurantes libaneses em Lisboa. E, para quem gosta deste tipo de comida, ter que ir ao estrangeiro para almoçar ou jantar num libanês, vivendo em Lisboa, que tem cada vez mais de tudo, começava a tornar-se chato.

Não sei se abriu há muito tempo, mas eu só ouvi falar dele na semana passada, e fiquei curioso. A primeira impressão, por puro preconceito, embora justificado, é que seria mais um destes pseudo-restaurantes com a mania que inventam umas coisas que viram na televisão e depois dizem que é libanês, etc... Mas ao telefone, quando percebi que o dono era de facto um nativo, o que foi confirmado pela Time Out desta semana, comecei a ficar verdadeiramente expectante.

O ambiente não é "chique", nem pretensioso. É uma "casa caseira", em que somos recebidos pelo dono e uma ajudante muito simpáticos. "Benvindo" é a palavra mais usada (por ele).

Todos os pratos são originais, locais, genuínos. Comemos Hoummos e Warak Ènab, de entrada; Depois Kebbé Maklieh de prato principal. Estava tudo uma verdadeira delicia.

Mas a maior surpresa da tarde foi a sobremesa. Há muito tempo que não comia uma sobremesa assim. Foi sem dúvida a melhor, mais original e diferente, e ainda mais saborosa sobremesa que tenho comido nos últimos tempos (leia-se anos). Não consigo reproduzir o nome, mas é uma aletria com flor de laranjeira e pistacchio, que sabem a nuvens brancas e céu.

Com entrada, prato, sobremesa e bebidas não chegou aos 15 euros por pessoa.

Estou maravilhado. Talvez seja por ignorância, mas não conhecia nenhum libanês em Lisboa, e fiquei encantado. É bom encontrar coisas simples que saem bem.

Contactos:
Rua do Conde Redondo, 141-A
LISBOA
Tel: +(351)212448703
feniciosrestaurante@gmail.com
Segundas a Sábados
12h-15h30, 19h-24h
Encerra aos DOMINGOS

23 abril 2010

Breaking NEWS!!! Read all abouuuuuuuuuuuut it!

Bom, um mês passou e nem uma linha esboçou... Como costumo dizer, isto não está legali.

Às vezes é preciso fazer uma pausa, uma espécie de intervalo sabático, para olhar as coisas a uma certa distância e fazê-las ganhar perspectiva. Foi isso que fiz. E aqui estou de volta! (há uma definição no dicionário para isto que acabei de descrever, chamada "preguiça", mas cada um vai vivendo com as suas justificações...).

Apesar do blog estar em branco, houve aí muita correria este mês. A seguir às Lezírias, os Unidos da Castilho fizeram a meia maratona de Lisboa com tempos fulminantes. Fizeram ainda a corrida do Pai, em Lisboa, e a dos Sinos, em Mafra. Grandes corridas, mas que o tempo infelizmente deixou para trás. Por isso, para quem queria saber alguma coisa sobre estas aventuras, tivesse ido!

Cozinhações, confesso que houve menos. Tenho andado a fazer umas coisas mas já repetidas, com algumas nuances, não dignas de relato. Ando agora com vontades experimentativas, por isso agora aturem-me...

Por isso alô a todos, vou rever que andaram a fazer estes últimos tempos e vamo-nos mantendo em contacto!

18 março 2010

Ai as Lezirias.... que bela manhã nas margens "del Tajo"

A tal prova que queria tanto ter feito de passeio antes da Meia... objettivo furado por copmleto. Obrigado CAP por teres feito sobressair em mim o espirito competitivo e perjudicial, de querer ficar (mais) à frente, nem que sejam 30 míseros segundos.

Correu bem. A prova é linda, Lisboa (a Grande) é linda e o Tejo... é lindo ele também.

Um sol de verão com a frescura matinal amena do Inverno, a que já nos tínhamos habituado em anos idos, voltou nesse dia. Centenas de pessoas (mais de 1500) bem dispostas e com ar feliz desfilaram rua acima em direcção ao rio pela ponte que liga Vila Franca de Xira à outra margem, para depois voltarem rua abaixo p'la mesma ponte.

Crónica curta mas eficaz: prova excelente - organização, precurso e resultado. E tenho dito.

Faltou apenas o meu querido companheiro de origens JAA, AKA Fonseminas.

Realengo... aquele abraço!
Doc

14 março 2010

Corrida da Árvore - Monsanto


Só há bem pouco tempo é que soube que Monsanto tinha sido uma criação do Homem. Sempre achei que seria o último resquício do que "once upon a time" teria sido a Lisboa à beira mar plantada.

Mas não. Monsanto nunca existiu por si, como tal. Foi pensado, feito à medida, criado para oxigenar esta cidade e para lhe trazer um pouco (mais) de cor. Aos poucos, vamos outra vez roubando terreno à natureza.Mas no caso de Monsanto, devo dizer que ainda temos um belo trabalho estabelecido.

Dá gosto lá ir e nunca é tarde para começar. E falo por mim, que apenas há relativamnte pouco tempo comecei veradeiraente a tirar partido deste belo pulmão de Lisboa, no qual têm complementado maravilhosos equipamentos que ajudam a conjugar homem e naturea.

A corrida da árvore foi isto mesmo. "Man meets nature", mas sem sair de Lisboa. Um belo percurso que até dava pena não aproveitar em ritmo de passeio. E foi exactamente o que fiz. Dei um belo passeio com o Francisco pelas ainda mais belas matas de Monsanto (não soa muito bem, mas foi mesmo isso, o Francisco é um amigo de equipa que também participou...), aproveitando o sol que abriu miraculosamente naqela hora de corrida. Já não posso dizer o mesmo do CAP, que saiu que nem um foguete.... nao resistiu ao bicho da corrida e perdêmo-lo (de vista) logo à partida!!

No final, de presente recebemos um belo pinheiro bebé, que confesso já plantei num vaso e coloquei na minha varanda para o meu filho, também bebé, que terá a mesma idade. Daqui a uns anos, iremos a Monsanto devolvê-lo à familia, para que cresca em liberdade e com espaço!

Uma maravilhosa prova, bonita e tranquila, que nos deu paz, para enfrentar as Lezirias na semana seguinte!

Almondegas Italianas com arroz branco


Uma óptima solução para carne picada, e muito saborosa!!! al gusto Italiano!!

Ingredientes:
500g de carne picada
Mangericão q.b.
Oregãos q.b.
Sal e pimenta
Pitada de cominhos
Pão ralado
2 dentes de alho picados
1 outro alho picado
1 cebola e meia picada
1 mozzarella
1 pimenta verde
1 pimento vermelho
2 latas de tomate triturado
Polpa de tomate q.b.
Vinho branco q.b.

Preparação
1. Começamos por temperar a carne. Numa tigela misturamos a carne, sal e pimenta, os cominhos, o pão ralado, os alhos picados, meia cebola, e misturamos bem até ligar tudo. Deixamos apurar umas horas se possível.

2. Numa panela bem quente refogamos em azeite o alho e a cebola (o resto), e assim que o alho começar a alourar deitamos a pimenta verde picada e o pimento vermelho também picado. Deixamos refogar um pouco até ganhar aquele cheiro. Podemos deitar também um pouco de vinho branco nesta fase.

3. De seguida, deitamos o tomate triturado e um pouco de polpa de tomate e deixamos cozinhar em lume brando uns 20 minutos (pelo menos). Se for caso disso, deitamos um pouco de água para ir evaporando. Verificamos o tempero com um pouco de sal e pimenta.

4. Enquanto o tomate apura a fogo lento, pegamos na carne e fazemos as bolas de almôndega.

5. Numa outra panela funda aquecemos um pouco de azeite e deitamos as almôndegas lá para dentro para cozinharem um pouco e ganharem cor. Não deixem cozinhar muito, é só 5 minutos para ganharem cor por fora mas não para cozinharem por dentro, ficando ainda meio cruas.

6. Passadas as almôndegas, retiramos e juntamos na panela do tomate (que já deve estar a cozinhar aí há uns 15 minutos pelo menos) onde cozinharão o resto do caminho.

7. Deixamos cozinhar as almôndegas no tomate até ficarem prontas, mas 5 minutos antes de retirar do lume deitamos umas folhas de mangericão e desfazemos a mozzarella por cima de tudo, até derreter por cima das almôndegas.

Pode servir-se com arroz branco, basmati ou outro acompanhamento que se prefira!

Buono!!!

11 março 2010

T3 na Avenida Infante Santo em Lisboa


Vendo/arrendo T3 na Avenida Infante Santo, com área de 170m2, totalmente remodelada.Área suite n.º 1: 25 m2; Área suite n.º 2: 12 m2; Área quarto: 18 m2; Área Sala: 65 m2; Área cozinha: 15 m2 -
Preço de venda 390.000 euros.
Renda em caso de arrendamento – 1.300 euros.
Contacto: 919695937

Obrigado!

02 março 2010

GP do Atlântico 2010 - A Consolidação


O grupo Unidos da Castilho cresce e consagra-se, em ritmo lento, mas sustentado e sólido, entre o núcleo cada vez mais central na tabela de classificação de equipas e também individual. Para isto contribui não só a melhoria de performance dos membros originais, mas também a adesão de novos elementos que vêm dar forma, motivação e expressão a esta maravilhosa experiência de equipa.

O que começou com uns parcos (mas bons...) membros, toma agora conteúdo e dimensão, que justificam a criação de um brasão, de uma identidade. Por isso mesmo, chegou o momento de criar a marca UdC, vertida em equipamento próprio que já está no forno e pronta a sair. Ainda não se viu expressa neste Grande Prémio do Atlântico mas, se tudo correr bem, apresentar-se-á oficialmente na meia maratona da Ponte 25 de Abril.

Mas vamos à ordem do dia:

Domingo de manhã, no Inverno do mês de Fevereiro, tudo parecia condenado. Uma chuvada torrencial lavava a cara a Lisboa de manhã cedo e tudo indicava o potencial cancelamento da prova. Mas, como combinado, lá nos encontrámos todos junto à bancada dos dorsais, apesar das indicações discrepantes de local e hora de partida, dadas erroneamente pela nossa querida Xistarca (mais à frente desenvolvemos na Rubrica "A (Des)Casca da Xistarca").

A correr, já antes da partida, pusemos os dorsais na camiseta e os chips nos ténis (menos eu que, com o nervoso, me esqueci) e tentá-mo-nos colocar o mais à frente possível para ter uma boa largada.

O tempo acabou por se juntar ao espírito de equipa e ajudou já que, entre a partida e a chegada, miraculosamente, não caiu uma gota.

Nos primeiros minutos de corrida, a conjugação dos elementos: multidão (o body-count oficial foi 1037 pessoas), ruas estreitas e poças com lama por todo o lado, proporiconaram algumas visões caricatas de corredores-pulga a saltarem de um lado ao outro da estrada. Já não se fala nas cotoveladas carinhosas, empurrões e tropeções, sem os quais uma corrida nao seria a mesma coisa. Afinal, o mundo da corrida é para homens de barba rija e não foi feita para flores de estufa. É isto que faz de nós os Homens (e incluo aqui, com o devido e merecido respeito, as grandes mulheres que participam, estas sem barba rija, mas igualmente duras) que somos!

Ao final do km 3 tudo estava mais estabilizado e começava-se a desenhar já o contorno da corrida, a gerir o cansaço e estabelecer o ritmo. A aparente facilidade expectada do percurso, que todos visionámos plano, conhecendo a zona da Costa de Caparica, fez-nos (falo mais por mim) puxar demais nos primeiros 5 km, o que hipotecou de certa forma a segunda metade, que foi feita com maior esforço do que o esperado, para manter a pretendida cadência.

Acresceu que o vento oposto que se fez sentir entre os km 6 e 9, ao longo do paredão das praias, nos castigou ainda mais as pernas e o pulmão. Para rematar, os troços intermitentes de areia de praia no percurso afundaram mais ainda a facada das surpresas do percurso. Atenção, não o digo com sentimento de mágoa ou como critica ao percurso, que devo dizer foi uma muito agradável surpresa, mas antes como descrição das caraterísticas próprias desta corrida e do local onde se realizou.

Feitas as contas, todos os Unidos se saíram bem, contados entre os 42 e 53 minutos, e contentes de ter participado neste GP. Como "pseudo" benfiquista, preferia apenas não ter na t-shirt a referencia ao Núcleo Sportinguista da C.C., mas aí tenho a certeza que não falo por todos os UdC, entre os quais se encontram alguns fanáticos dessa instituição! Mas guardo-a como uma boa lembrança deste dia.

Não posso deixar ainda de agradecer ao meu "companheiro" desconhecido de corrida cujo nome e número de dorsal não revelo para proteger a confidencialidade, que me encontrou e marcou o passo no último km e meio e me deu aquela força imprescindível para me manter em velocidade constante até à chegada. São setse momentos de soliariedade empática que guardamos com maior afeição!

Grande Prémio, sim senhor, este do Atlantico!

Para finalizar, e como já é habitual, vamos à nossa rubrica "A (Des)Casca da Xistarca!!":

Se temos o tal e coiso do "chipe", porque raio não se contabiiza a partida e a chegada, em vez de apenas chegada? De facto não ouvi o "bipe" quando comecei a corrida... Nós que partimos no meio da multidão e que não temos força nem para levantar o bracito e carregar no stop do cronómetro ao chegar ao fim para ver o tempo real, gostávamos muito de ter essa indicação! E deve ser para isso que serve o chipe pah! Não tá legali... Vamos la a fazer forcing de pôr a maquineta também ao início, vá la não sejam forretas...

E

já agora, arranjem lá um mapinha ANTES das corridas, que isto de pôr um mapa do percurso à socapa no saquinho com a água e a medalha, no final da prova, não tem grande utilidade! Não custa nada e afinal se não é isso que faz parte também das competências da organização...

E, para finalizar,

Esta coisa de anunciar que a prova começa às 10h15 e depois vamos a ver e afinal a pistola dispara às 10h00, também não me parece, como dizem os espanhóis, "de recibo". Bem sei que 15 minutinhos pode não parecer nada assim para quem está no cinema a comer pipocas, mas numa prova que dura entre 40 e 60 minutos em média....

Adeeeeeeeeeeeeeeus e vêmo-nos na corrida da árvore!