02 janeiro 2010

2010? Já? Não dei por isso...


Confesso que esta passagem de ano não foi das mais animadas. Não dei sequer pelo ano de 2010 a chegar. Estava já na caminha a dormir...

É verdade! E não, não estava tão bêbado que não consegui aguentar as doze badaladas. Estava simplesmente cansado e doente. Este Natal passei-o doente e não melhorei a tempo do fim de ano. Achei que já estava curado e pus-me a fazer vida normal quando afinal não estava nada. Por isso, eram 23h30 e já estava a dormir.

Pensando bem, até acho que foi muita maluco!! Digam lá quantos de vocês já passaram o fim de ano a dormir, em circunstancias de normalidade? Isto é, sem terem sido coagidos por algum factor externo ou "interno". Pura e simplesmente porque vos apeteceu, ou não vos apeteceu fazer nada ou porque a vossa vida não vos permitiu, ou por qualquer outra razão válida? Isto é que é ser, afinal, muita maluco! Dormir no final de ano..... granda destrambelhado pá!

De qualquer forma, estamos já na Odisseia de 2010! No filme as coisas pareciam muito mais à frente. Mas agora que lá chegámos, é tudo igual há 20 anos atrás, mas há telemóveis, Internet e Mp3. De resto, quase nada mudou. Este ano o Al Gore diz que anda mais preocupado com o aquecimento global. O Michael Jackson, o Pavarotti e o Paul Newman morreram, a Deutsche Gramophon fez 111 anos há dias, e umas coisas mais. Embora tristes (algumas), são as inevitabilidades da vida.

Mas assim de grandes coisas, grandes mudanças como se esperava ao ver - por exemplo -o 2010 Odisseia no Espaço, não me parece ter havido. Eu acho que já nos habituámos de tal forma à rapidez da evolução que já não damos por ela. Eu lembro-me de pensar, nos anos 80, que quando chegasse o ano 2000 teria 24 anos. E pensava que faltava muito tempo, que nessa altura seria já velho e que estaria já no Sec XXI!!

Agora esse ano longínquo de 2000 já lá vai há 10... e parece nada ter realmente mudado.

Basicamente o que quero dizer, não querendo transformar este começo de novo ano numa tragédia fúnebre, é para aproveitarem bem! Vivam com fúria e não deixem escapar mais este ano. Vamos todos a tempo!

FELIZ 2010!

28 dezembro 2009

Lombo de porco assado com salva, farinheira e castanhas, acompanhado de couscous e grelos salteados

A seguir à sopa, e como éramos bastantes resolvi seguir com um lombo de porco no forno, que fica uma delicia!

Acompanhámos com couscous e grelos salteados, mas pode ser acompanhado com muitas outras coisas, como arroz selvagem e puré de maçã (vejam os peitos de frango também com farinheira).

Esta receita fica se pelo lombo. Cozer couscous é de acordo com as instruções da embalagem e saltear grelos em azeite e alho são passos auto-explicativos.

Ingredientes para 8 pessoas:
1 lombo de porco (1kg e 200 g aprox)
Salva picada q.b.
Salva em folha para decorar
Massa de pimentão 1.b.
3 alhos picados
1/2 mão cheia de massa de pimentão
150 ml de vinho branco
pimenta preta
1/2 kg de castanhas
Sumo de um limão
Azeite q.b.
1 farinheira, cozida em 5 minutos na água das castanhas (ver abaixo), reservando-se a água ainda para o couscous por exemplo.
2 molhos de grelos
600g de couscous (depende das fomes mas sempre se pode fazer mais)

Preparação
O lombo:
1. Damos um corte de uma ponta a outra do lombo mas sem o abrir por completo, para ficar tipo bolsa (depois vai para lá a farinheira).

2. Barramos o lombo de porco com os alhos, a massa de pimentão, a salva picada, sal, pimenta, o sumo de limão. Eu fiz na noite anterior, fica mais saboroso, mas pode ser com menos antecedencia, Cada um saberá.

3. Na manhã seguinte, deita-se o vinho por cima do lombo até ficar com um dedo de altura no pirex. A quantidade que referi deve chegar.

4. Cozem-se as castanhas em água com sal, mas não as deixem amolecer muito, já que ainda vão ao forno. Quando estiverem prontas, escorrem-se e deitam-se para o pirex do lombo, reservando-se a água, para cozer a farinheira e fazer o couscous.

5. Coze-se a fariheira em 5-10 min max. na água das castanhas, retira-se (reservando-se a água) e abre-se o enchido para dentro de uma tigela, esmagando bem a farinheira.

6. É tempo de encher o buraco que se fez no lombo, com a fariheira, atando depois o lombo com cordel, para não sair tudo durante a assadura.

7. Finalmente, leva-se o lombo ao forno pré-aquecido a 200º tapando o pirex com alumínio e deixa-se cozinhar! Passado uma meia hora/quarenta minutos vê-se o estado do assado, retira-se o alumínio e da-se uma virada no lombo, deixando-se cozinhar mais um bocado.

É importante que o lombo fique bem cozinhado mas que não seque. Por isso convém estar de olho! Uma hora deve chegar. Mas atenção: pode ser mais, mas também pode ser menos... olho...Sugiro que se asse com a capa de gordura (se houver) para cima, para aproveitar o sabor.

Retira-se do frono, corta-se em fatas finas e toca a comer!

Os grelos: Salteiam-se em alho e azeite. Et voilá!

O couscous: Segue-se as instruções da embalagem e usa-se a água das castanhas e farinheira

E está feito. Muitíssimo saboroso!! Eu estava com 39 de febre mas foi um verdadeiro prazer!! É isto uma das coisas que me dá mais prazer em cozinhar, ver a alegria na cara das pessoas e a satisfacção que sentem.

27 dezembro 2009

Sopa de abóbora e batata doce com feijão branco e tomilho limão


Bons dias! Passada que está a Prova do Natal, tenho uns minutos matinais para me sentar aqui com uma sopa nova. Preparei esta sopa para o almoço de Natal que fiz cá em casa anteontem, com vários amigos meus, e parece que diz que ficou boa. Por isso, deixo a receita. Eu gostei.

Ingredientes para muitos, nós éramos 7 e sobrou...(uma panela grande de sopa):

1 kg de abóbora, cortada aos quadrados)
1 batata doce grande cortada aos quadrados
1 cebola
2 latas de feijão branco (400g cada) ou então feijão branco mesmo, previamente cozido
2 ou 3 ramos de tomilho limão
sal q.b
Azeite q.b.
Amêndoa laminada torrada
Natas q.b.

Preparação:
1. Refoga-se a cebola numa panela grande e funda, em azeite bem quente. Quando a cebola estiver alourada deixa-se entrar o tomilho (confesso que aqui juntei um alho...).

2. Junta-se então a abóbora e a batata doce e deixa-se cozinhar no refogado até a abóbora começar a desfiar por fora.

3. Acrescenta-se então a água de forma a que tape todos os legumes e fique aí a uns 2ou 3 dedos por cima. Aqui cada um sabe como gosta da sopa. Mas uma coisa vos digo, "when in doubt", ponham menos água, que sempre dá para acrescentar. O contrário ja é mais complicado...

4. Enquanto ferve, juntem sal a gosto, e passados uns 10 minutos, quando a abóbora estiver macia e quase pronta a liquidificar, juntem uma das latas de feijão. Como já está cozido, basta que fique uns minutos no jacuzzi com a abóbora e batata.

5. Quando a abóbora estiver pronta a triturar - talvez 15 minutos - (pode-se ver apertando com a colher contra a panela, se ela parte com facilidade), mas não deixem chegar ao ponto de se desfazer toda), retiram a panela do lume e trituram tudo com a varinha mágica, até ficar cremoso. Aqui juntei um fio de azeite, para ligar tudo.

Se a sopa ficar muito espessa,podem juntar um pouco de água. Se ficar muito líquida, hélás...! tentam de novo com menos água.

6. Volta a panela ao lume, muito lento, e juntam a outra lata de feijão branco. Deixam no fogo lento uns minutos e está pronta.

Eu servi com uma noz de natas e amêndoa laminada, mas há outras alternativas, como a hortelã, lima, pão frito aos cubos, etc. Pensem nisso...

Culinária e Gastronomia - descubro as diferenças


Wikipedia - Mais um Interseting Fact!

Nada como confirmar quando não se tem a certeza. Sobretudo quando se trata de palavras básicas que todos achamos que dominamos.

Usa-se culinária e gastronomia indistintamente ou, pelo menos, eu oiço-as de forma indistinta, sem se saber o verdadeiro sentido de cada uma. E eu quero saber qual é a diferença. E, depois, há a palavra "gourmet", de que eu pessoalmente cada vez gosto menos, também por ser cada vez mais usada por tudo e por nada.Talvez esta minha aversão seja motivada por ignorância... "Ai ele é um "gourmet", és tão "gourmet" "fui à loja gourmet e lá tem coisas tão boas". Como se o simples facto de colocar a palavra "gourmet" antes ou depois de uma frase ou produto melhorasse automaticamente o seu valor e qualidade, por uma espécie de magia. Dá-me vontade de gourmitar...

Fui ao meu amigo Wikipedia à procura do significado, e aqui está a sua opinião:

A GASTRONOMIA é um ramo que abrange a culinária, as bebidas, os materiais usados na alimentação e, em geral, todos os aspectos culturais a ela associados. Um gastrônomo (gourmet, em francês) - Cá está!! - pode ser um(a) cozinheiro(a), mas pode igualmente ser uma pessoa que se preocupa com o refinamento da alimentação, incluindo não só a forma como os alimentos são preparados, mas também como são apresentados, por exemplo, o vestuário e a música ou dança que acompanham as refeições.

Por essas razões, a gastronomia tem um foro mais alargado que a culinária, que se ocupa mais especificamente das técnicas de confecção dos alimentos. Um provador de vinhos é um gastrônomo especializado naquelas bebidas (e, muitas vezes, é também um gastrônomo no sentido mais amplo do termo).

A CULINÁRIA é a arte de cozinhar, ou seja, confeccionar alimentos e foi evoluindo ao longo da história dos povos para tornar-se parte da cultura de cada um. Variam de região para região, não só os ingredientes, como também as técnicas culinárias e os próprios utensílios. Por exemplo, a cataplana é um recipiente para cozinhar alimentos típico do Algarve, equivalente à tajine de Marrocos. A alheira de Mirandela é um dos alimentos mais exclusivos da cozinha portuguesa, enquanto que no Brasil, os pratos típicos incluem a feijoada brasileira e o churrasco.

A cozinha muitas vezes reflete outros aspectos da cultura, tais como a religião – a carne de vaca é tabu entre os hindus, enquanto que a de porco é proíbida entre os muçulmanos e judeus – ou determinadas posições políticas, como o vegetarianismo em que não são consumidos alimentos provenientes de animais ou oriundo de animais como leite e ovos para esse efeito.

O desenvolvimento industrial teve igualmente um grande impacto na forma como as pessoas se alimentam. Por exemplo, a maior incidência de pessoas trabalharem longe de casa ou terem mais horas de trabalho levou ao surgimento da comida rápida; por outro lado, a consciência da segurança alimentar e da qualidade dos alimentos levou à criação de regras, por vezes na forma de leis, sobre a forma como os alimentos devem ser vendidos.

Uma disciplina associada à culinária é a gastronomia que se ocupa, não do modo como os alimentos são preparados, mas principalmente no refinamento da sua apresentação. Outras disciplinas relacionadas são a nutrição e a dietética, que estudam os alimentos do ponto de vista da saúde ou da medicina.

Eu acho que sou mais culinário que gastrónomo. Mas admito que talvez haja alguma gastronomia na minha culinária... afinal pode ser que até seja um "gourmetzinho"...

25 dezembro 2009

Xico's (põe-te) Fininho


Começo hoje um novo capítulo, de critica.

Estas coisas funcionam como um vírus, um bicho que está em hibernação ou incubação durante um tempo e que, a certo ponto, e por outra causa qualquer, resolve passar ao activo. Há como que um rastilho que é aceso, e que já não é possível apagar. E o vírus manifesta-se. Em força.

É isso que me traz a estas linhas. Gosto de culinária e gastronomia . Gosto de conhecer lugares novos, ideias novas e sabores novos. Mas também não gosto quando crio uma expectativa sobre um qualquer mito, um lugar ou um sabor,e depois sou traído pela crua e dura realidade. E foi isto que me aconteceu há dias, e que fez com que o vírus se manifestasse.

Tudo começou mal. No próprio do Jardim do TABACO, não havia trocos para o dito... Nem o Xico, aparentemente, tinha, nem os demais queriam dar. Os trocos pareciam ter desaparecido da face da terra. Até o homem da casinhota de tickets do parque não tinha. Nos dois ou três lugares que havia abertos, olhavam-me com cara de estranheza, quase "agressivódefensiva". Os trocos passaram, pelo menos ali, a ser um bem precioso que nunca, nunca se pode dispensar a um forasteiro. Nem para tabaco, no Jardim do Tabaco.

Mal entrei no restaurante fui logo ignorado, embora isso já seja normal. Mas a minha mulher também foi ignorada. Isso é que já não é normal e é grave, por ser uma tarefa quase impossível. E ficámos ali aqueles 5 minutos à porta do restaurante, à espera que nos venham buscar, a apanhar bonés. E não há nada pior do que ficar parado à entrada de um restaurante a ver passar os empregados como se fossemos invisíveis. E ai de nós que interrompamos a actividade deles.

Lá conseguimos arranjar mesa. O espaço não é desagradável, mas grande demais para o meu gosto. Pelo menos para a ideia que eu faria do tão afamado Xico's. Esperava um lugar mais "cosy". Mas talvez o erro aí tenha sido meu. Talvez o Xico queira mesmo ter feito uma espécie de ambiente Portugália/cervejaria, e eu não me tenha percebido. Guiei-me pelos preços, e esses não eram de cervejaria...Havia um candeeiro muito bonito por cima da nossa mesa. E a vista é bonita. Só que o mal está feito a partida ou, neste caso, à chegada. O Jardim do Tabaco não é jardim nenhum, é mais um cemitério, o jardim dos mortos-vivos. E fica-se logo desmotivado.

Já sentados e pedidos, tivemos tempo para olhar em volta. O cenário não era o melhor. Toalhas de papel (bem sei que talvez a intenção tenha sido essa, mas não gosto de toalhas de papel, para o tipo de lugar que esperava, o que hei de fazer) muito barulho, copos mal lavados, embaciados de detergente, panos molhados no balcão, empregadas desbarrigadas e com ar sofredor, a correr de um lado para outro. Gosto de empregados de retsaurante não profissionais, torna-os mais próximos e calorosos. Mas estas eram demasiado não profissionais. Não posso dizer que tenha sido agradável. Mas eram simpáticas. Apesar de não me quererem dar trocos...para o tabaco. Dava a sensação que tinha faltado gente ao trabalho naquele dia. O pior é que não me parece ser esse o caso.

Com esta recepção, a única esperança estava na comida. Mas, apesar de ser a última a morrer, como se diz, morreu mesmo. Não me mal-interpretem. Não estava má. O bacalhau, com crosta (meio seca) de broa e coentros, estava fresco e salgado q.b.. O bife à Café Paris também não estava mal cozinhado, apesar da carne ser um bocado borrachosa, e do molho, apesar de saboroso, fazer lembrar o da Brasserie de l'Entrecote, mas em imitação. E aí é que está, é que só não estava mau. Tudo morno, à "prato do dia feito de manhã para sair mais rápido". Não deu, de todo, para compensar a experiência.

Pode ser uma questão de gosto, mas deste eu não gosto. Não fica na minha memória, pelo menos no bom sentido.

24 dezembro 2009

FELIX NATALI



A todos um óptimo Natal!

Espero que o passem bem acompanhados. Nâo percam a paciencia nem ganhem cabelos brancos nesta loucura das compras e aproveitem o verdadeiro espirito natalício de paz, amizade, carinho, amor e muita....mas muita comida!!!

BOAS FESTAS!
DOC

Melon Delight


Gostei pela cor e pelo efeito que traz. E o sabor....

Só precisam de:
Melão
Papaia
horteã da Ribeira
raspas de lima
canela (opcional)

É muito facil de prerparar, e vai em verso, já que estamos em época de poesia!

Cortam o melão aos quadrados e batem no liquidificador,
Ponham no frigorifico para ficar bem fresquinho,
Depois picam no liquidificador a papaia devagarinho,
Para que fique um pouco mais espessa que o fruto anterior.

Deitam o melão num copo bem baixinho,
e com uma colher juntam a papaia docinha,
Decoram com folhas de hortelã da Ribeira por cima,
E ralam com um pouco de lima, para ficar bonitinho.

Hasta luepos!